Às vezes, quero perpetuar os minutos, paralisar o tempo que tiver nas mãos! Arrancar as pilhas de todos os relógios do mundo, e destruir a contagem dos segundos,pois são eles a base do meu lamento.
Quero tocar no seu rosto, sem tempo de parar. Sem pressa para piscar os olhos e assim não te perder dentro de mim. Encher o peito de teu cheiro suave, como se fosse o ultimo ar respirável da terra. Esperar teu tempo, teu relógio sem pressa, que me aprisiona numa realidade demorada nas verdades do teu olhar, no brilho e nas cores do teu sorriso que me embriaga e contagia meus poros.
Esperar o toque de suas mãos macias, percorrendo meu corpo, pintando-o com tuas próprias cores. E poder, no dinamismo das cores escolhidas por ti, desconfigurar-me como matéria, e transcender para o teu desejo. Agigantar a alma, para poder te alcançar sem esticar os pés como bailarina.
Tocar teus lábios com a intensidade dos ventos fortes de dias frios. E esperar desse beijo a música que sai do nosso peito, o fôlego que vai nos faltar e o desespero de querermos ser apenas um.
As mãos que se encontram, trançam e prendem... O corpo pedindo as mudas de roupas ao vento. Vontade uníssona, de ser um amplo corpo de tantos braços e pernas, capaz de caminhar sem auxílio de caminho, seguindo apenas a intuição. Ser levados pela contagem voluntariosa do tempo, que não aguarda o fim do desejo, para amolecer as certezas, e semear medos.
Mas, munidos da autonomia dos peitos libertinos, deixar escorrer pelas pernas os pensamentos restringentes, dando ouvidos apenas às inconsequências que insinuam-se aos fatos. E cobrir os espaços deixados pela poesia dos movimentos de nosso corpo, com um gozo marcado pelas pálpebras pesadas, de marcações desenhadas pelo suor escorrido de teus cabelos encaracolados, como tatuagens de feridas abertas com facas.
Quero tocar no seu rosto, sem tempo de parar. Sem pressa para piscar os olhos e assim não te perder dentro de mim. Encher o peito de teu cheiro suave, como se fosse o ultimo ar respirável da terra. Esperar teu tempo, teu relógio sem pressa, que me aprisiona numa realidade demorada nas verdades do teu olhar, no brilho e nas cores do teu sorriso que me embriaga e contagia meus poros.
Esperar o toque de suas mãos macias, percorrendo meu corpo, pintando-o com tuas próprias cores. E poder, no dinamismo das cores escolhidas por ti, desconfigurar-me como matéria, e transcender para o teu desejo. Agigantar a alma, para poder te alcançar sem esticar os pés como bailarina.
Tocar teus lábios com a intensidade dos ventos fortes de dias frios. E esperar desse beijo a música que sai do nosso peito, o fôlego que vai nos faltar e o desespero de querermos ser apenas um.
As mãos que se encontram, trançam e prendem... O corpo pedindo as mudas de roupas ao vento. Vontade uníssona, de ser um amplo corpo de tantos braços e pernas, capaz de caminhar sem auxílio de caminho, seguindo apenas a intuição. Ser levados pela contagem voluntariosa do tempo, que não aguarda o fim do desejo, para amolecer as certezas, e semear medos.
Mas, munidos da autonomia dos peitos libertinos, deixar escorrer pelas pernas os pensamentos restringentes, dando ouvidos apenas às inconsequências que insinuam-se aos fatos. E cobrir os espaços deixados pela poesia dos movimentos de nosso corpo, com um gozo marcado pelas pálpebras pesadas, de marcações desenhadas pelo suor escorrido de teus cabelos encaracolados, como tatuagens de feridas abertas com facas.


2 comentários:
ah, intensidade, teu nome é poema. Belissima parceria.
Passional. Belo. Eterno momento.
Parabéns pela parceria.
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